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O peso do mundo nas costas

Este tópico reproduz o teor de um artigo escrito faz cerca de 25 anos, em resposta a um FAX (avô dos e-mails) em que o remetente, injustamente perseguido (era o padrão, naquela época…), questionava se, considerando todo esse sofrimento, seria o caso de mudar de profissão.


Se é que existiu algo de positivo nos tempos das perseguições, foi o fato de exigir elevado grau qualitativo e vocacional dos Profissionais, pois, só amando muito a Terapia para ter forças de enfrentar tamanhos riscos. 


A excelência técnica e ética eram requisitos fundamentais para a sobrevivência em nossa área.


Hoje em dia, o exercício da Terapia Holística está tão consolidado e tranquilo, que muitos já estão se descuidando, inclusive da qualidade (há muito cursos que simplesmente vendem os diplomas…) e da ética (pseudo-entidades que pirateiam a marca CRT, descaradamente “vendendo carteirinhas” como se fossem as originais, sem nenhum pré-requisito técnico, nem ético).



Grupos anti-éticos que pirateiam a Credencial CRT e cursos que vendem diplomas sem nada de correto ensinar


Espero que a transcrição a seguir inspire os mais novos a valorizarem a si mesmos e à Profissão, maximizando a qualidade de seus trabalhos, não pelo risco de ser perseguido e sim, por paixão aos ideais do CRT!


E vamos ao túnel do tempo:





Recentemente, chegou às minhas mãos um fax, no qual um Terapeuta Holístico relata ter sido perseguido pelas autoridades em sua cidade, sendo processado por exercício ilegal de profissão. 


Munido de advogados, ganhou a causa e, mesmo assim, continuou recebendo “visitas” de autoridades que vasculham seu estabelecimento, procurando criar constrangimento junto aos clientes. 


Sabendo que está moralmente e legalmente certo, o profissional entrará com uma nova ação, desta vez contra os abusos cometidos por estas “autoridades”. 


Desgostoso e, em tom de desabafo, ele nos pergunta: vale a pena continuar trabalhando como Terapeuta Holístico? Não será melhor mudar de ramo? Pretendo eu, com este artigo, responder a esta questão…


Muitos dos Mais de 500 filiados que compareceram ao Terapêutica 97, no Maksoud Plaza, ficaram duplamente surpresos: primeiro, com o “desfile” dos maiores nomes de nossa profissão e, segundo, com o fato de que todos foram perseguidos, ameaçados e, até mesmo, injustamente presos. 


M. Matheus de Souza, que, para mim, é sinônimo de Quiropraxia no Brasil, já teve todo o seu material de consultório e estudo apreendido por “autoridades” que o acusavam de exercício ilegal de medicina, chegando, inclusive, a ser preso. 


José Angelo Gaiarsa, que não precisa ser apresentado a nenhum Terapeuta Corporal, foi vítima de mais de meia dúzia de processos no Conselho de Medicina. 


De Rose, em seu incansável trabalho em prol da Yoga já foi obrigado a inscrever seu estabelecimento como destinado a “musculação e venda de livros”, tendo, depois, que pagar um alto preço em multas e impostos pelo pioneirismo de “ousar” tirar o profissional do Yoga da clandestinidade. 


Madalena e Gustavo Boog, Breno Marques, Joel Aleixo, todos sofreram na busca de regularizar as essências a ques florais junto ao Ministério da Saúde, tendo que solucionar tão registrando-as no Ministério da Agricultura e, mesmo assim, volta-e-meia tem problemas na importação, sendo incomodados por “autoridades”. 


Arnaldo Gauer, do alto de sua sabedoria e experiência na Iridologia, hoje em dia dá graças aos céus de poder divulgar publicamente seu trabalho, pois, no início, tinha que escondê-lo, devido às arbitrariedades e perseguições. 


Annibale Longhi, figura mais do que respeitada em todos os setores da acupuntura e fitoterapia, sofreu acusações e foi até preso. 


Pensam vocês que todos estes “monstros sagrados” desistiram de suas carreiras? Claro que não! 


Entraram na Justiça, contrataram advogados, foram atrás de seus direitos e, TODOS VENCERAM, não só seus processos, como, igualmente, VENCERAM NA VIDA, tornando-se profissionais ainda melhor sucedidos. 


Todos nós, Terapeutas Holísticos devemos prestar-lhes homenagens, pois foram verdadeiros mártires a abrir caminho para podermos trabalhar com dignidade nos dias de hoje. 


Suas batalhas pessoais hoje servem de JURISPRUDÊNCIA a favor da profissão, pois, se todos foram julgados e inocentados, qualquer um de nós que passar pelo mesmo tipo de acusação terá que ser, igualmente, absolvido. 


Ora, se já está mais do que comprovado, por exemplo, que Acupuntura não é ato privativo do médico, podendo ser exercida por qualquer outro tipo de profissional, por que, então, ainda se gasta dinheiro público movendo processos contra Terapeutas Holísticos? 


É muito simples: os representantes do poder público, ou por desinformação, ou, espero eu que não, por má fé, processam, mesmo sabendo que vão perder a causa, apenas e tão somente para tentar fazer o Terapeuta Holístico desistir de sua profissão, ou seja, “vencê-lo pelo cansaço”. 


O que aconteceu com todos os que resistiram até o fim? SUCESSO ABSOLUTO: venceram as causas, tornaram-se profissionais ainda mais respeitados e com o inenarrável prazer interior de que provaram sua razão.


Assim sendo, prezado Terapeuta que nos enviou o fax, creio que o próprio exemplo de vida de todos os mártires responde sua pergunta:


VALE, SIM, A PENA, CONTINUAR A SER TERAPEUTA HOLÍSTICO NESTE NOSSO PAÍS! 


E tem mais: hoje em dia, você e qualquer outro profissional, não está mais só! 


Felizmente, a categoria está cada vez mais unida junto à bandeira assumida pela nossa organização e, tanto o SINTE / CRT, quanto às demais instituições a nós coligadas, tem sido bem sucedidas em sua proposta de “pára-raios”: quem quiser briga com um de nossos Credenciados, vai ter que enfrentar anos de jurisprudências firmadas com nossas vitórias na justiça!


Eis o porque de todos os grandes nomes da acupuntura, da fitoterapia, terapia floral, da terapia corporal da cromoterapia, enfim de toda a gama de Terapias Holísticas, são filiados a nós e fizeram questão da Carteira de Terapeuta Holístico Credenciado – CRT: querem que todos os seus sucessores se livrem de ter que passar pelas mesmas perseguições das quais eles próprios fora. vítimas. 


Assim sendo, ao unirem-se a nós, sabem que contribuem com todos os Terapeutas Holísticos, pois, enquanto nossa a organização classista continuar a ser a que mais cresce no Brasil, enquanto continuarmos a publicar em Diários Oficiais, enquanto continuarmos a imprimir nossos CRTs nas gráficas oficiais, enquanto nossas solenidades forem nas Câmaras Municipais, nas Assembléias Legislativas, na Câmara Federal, enquanto estivermos presentes junto à mídia, enquanto continuarmos a ter espaço para transmitir nossa mensagem em REDE NACIONAL DE RÁDIO E TELEVISÃO (esta foi nossa mais recente conquista):


Rede Nacional de Rádio e Televisão:
A Implantação da Terapia Holística No Serviço Público de Saúde


Henrique Vieira Filho em horário eleitoral gratuito divulgando este direito às cidades
Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=oKgQnrxK6z4&t=219s



Enfim, enquanto o SINTE e o CRT continuarem transformando a força da adesão de novos filiados dia-a-dia em RESULTADOS E CONQUISTAS CONCRETAS PARA A VALORIZAÇÃO DE NOSSA PROFISSÃO, podem ter certeza que, a cada dia, valerá mais e mais a pena, profissionalmente e emocionalmente, ser Holístico no Brasil


ALTERNATIVA EXISTE!




Histórica campanha de outdoors em todas as capitais brasileiras, em resposta às declarações de grupos corporativistas do Conselho de Medicina, que alegavam que nossa profissão e nossos órgão de classe não existiam:


Henrique Vieira Filho Administrator

Henrique Vieira Filho é artista visual, agente cultural (SNIIC: AG-207516), produtor cultural no Ponto de Cultura “Sociedade Das Artes” (SNIIC: SP-21915), diretor de arte, produtor audiovisual (ANCINE: 49361), escritor, jornalista (MTB 080467/SP), educador físico (CREF 040237-P/SP) e terapeuta holístico (CRT 21001).

http://lattes.cnpq.br/2146716426132854

https://orcid.org/0000-0002-6719-2559

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Sobre o Autor

Henrique Vieira Filho

Henrique Vieira Filho é artista plástico, escritor, jornalista e terapeuta holístico. Nas artes, é autodidata e seu estilo poderia ser classificado como surrealismo figurativo. Por mais de 25 anos, esteve à frente da organização da <strong>Terapia Holística</strong> no Brasil, sendo presença constante nos meios de comunicação. Elaborou as normas técnicas e éticas da profissão, além de ser autor de dezenas de livros e centenas de artigos, que são adotados como referência em vários países.
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