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O impacto da sociedade na estrutura psicofísica do ser humano e a função das terapias holísticas no processo de cura


Ilustração: Henrique Vieira Filho

Gabriel Costa Guarizo

RESUMO 

A sociedade tem apresentado características de ser cada vez mais competitiva e de apresentar um ambiente cada vez mais volátil, isto acaba por prejudicar a saúde mental dos indivíduos. 

Um ambiente que incentiva a disputa entre seres, ancorando-os em sentimentos de preocupação e escassez faz com que a psique humana de cada um seja magnetizada constantemente para o meio exterior, fazendo com que as pessoas ignorem suas essências internas. 

Isto pode ser uma das possibilidades de causas do aumento de casos de depressão, ansiedade e transtornos mentais em geral, pois a insegurança e desvalorização pessoal, gerada por este ambiente nocivo, oprime de forma agressiva o mundo interno de cada ser humano. 

As terapias holísticas apareceram como uma alternativa que pode auxiliar os indivíduos a encontrarem suas essências. Elas apresentam uma visão integrada do ser humano, onde sua estrutura mental e emocional impactam no sistema fisiológico do corpo físico, positivamente ou negativamente. Estas práticas terapêuticas apresentam um caminho para que as pessoas encontrem o equilíbrio frente a uma sociedade desafiadora, trazendo a qualidade de vida e bem estar de volta ao ser humano. 

Palavras-Chave: Sociedade. Terapias Holísticas. Estrutura Psíquica. Cura 

ABSTRACT

Society has shown characteristics of being increasingly competitive and presenting an increasingly volatile environment, which ends up harming the mental health of individuals. An environment that encourages dispute between beings, anchoring them in feelings of concern and scarcity, causes each person’s human psyche to be constantly magnetized towards the external environment, causing people to ignore their internal essences. This may be one of the possible causes of the increase in cases of depression, anxiety and mental disorders in general, as the insecurity and personal devaluation, generated by this harmful environment, aggressively oppresses the internal world of each human being. Holistic therapies have emerged as an alternative that can help individuals find their essences. They present an integrated view of the human being, where their mental and emotional structure impacts the physiological system of the physical body, positively or negatively. These therapeutic practices present a way for people to find balance in the face of a challenging society, bringing quality of life and well-being back tohuman beings. 

Keyword: Society. Holistic Therapies. Psyche Structure. Cure 

INTRODUÇÃO 

A prática das Terapias Holísticas vem se tornando populares para o equilíbrio psíquico das pessoas, sendo uma alternativa que complementa o tratamento realizado por psicólogos e psiquiatras. Segundo Cerchiari et al (2005) a preocupação com a saúde mental é algo que vem sendo discutido há mais de 60 anos, com isso técnicas terapêuticas, que envolvem o campo mental e emocional, foram sendo desenvolvidas ao longo do tempo. Alguns movimentos contraculturais como o” Nova Era” passaram a trazer novos métodos de cura que proporcionam uma visão integrada do ser humano, algo que a medicina até então não possuía pois tinha um caráter de estudo fragmentado. 

Atualmente a sociedade apresenta características de um alto nível de competitividade e de mudanças constantes e isto vem trazendo efeitos negativos no estado psicológico de todos. A base competitiva que sustenta toda a sociedade faz com que as pessoas disputem por objetivos fora de seus verdadeiros sonhos, criando uma necessidade de se adaptarem a um contexto específico que ocasiona uma desorientação interna, travando o fluxo natural da expressão genuína de sua personalidade. Isto resulta em estresse, ansiedade, depressão, entropias psíquicas e doenças físicas. 

A solução para estes problemas está dentro de cada pessoa. Através do auto conhecimento, trabalhado dentro das terapias holísticas, e investigação de seu próprio mundo interior ela poderá descobrir seu verdadeiro propósito, além de curar traumas e medos inconscientes para promover a reconexão com a sua essência 

O objetivo central deste artigo é apresentar as características da sociedade e como elas impactam no campo psicológico do ser humano, analisar alguns fatores envolvidos na estrutura da psique humana e apontar o papel das terapias holísticas no processo e cura. 

1 CARACTERÍSTICAS DA SOCIEDADE 

1.1 AMBIENTE COMPETITIVO

Um dos paradigmas que serve como base da estrutura social é a competição. Ela pode ser conceituada como “uma relação ecológica desarmônica que ocorre quando organismos da mesma espécie ou de espécies diferentes competem por um determinado recurso” (Biologia Net, [s.d]). 

A competição faz com que se crie uma desunião coletiva, separando os indivíduos para que disputem entre si recursos e oportunidades para satisfazer suas necessidades. 

Mead (2002) coloca que contextos competitivos convidam os indivíduos à hostilidade e à agressividade. Vieira (2010) define este ambiente como um cenário de convivência nociva entre consciências. “É a condição anti evolutiva entre princípios conscienciais, ou consciências, com determinado gap ou apartação específica de evolução coexistencial” (VIEIRA, 2010, pg.1). 

Renee (2018) cita que este ambiente competitivo é baseado no Parasitismo Predatorial, utilizado para extração excessiva de recursos energéticos planetários e de pessoas. Este sistema predatório se estende ao campo das relações interpessoais, onde indivíduos se utilizam uns dos outros como fontede energia para obter vantagens, processos este que Vieira (2010) descreve como vampirização interconsciencial. Vieira (2010) caracteriza este ambiente de vampirismo psíquico, proporcionado pela competitividade, como anticonjugal, antissocial, anti convivencial, anti solidário, anti fraternal, anti cosmoético e auto destrutivo. 

O convívio interpessoal competitivo é também caracterizado por Vieira (2010) como incômodo, desfavorável, hostil, ofensivo, ruinoso, perigoso e fatal. 

“O argumento relativo ao cuidado como central à vida humana despontou rapidamente entre as filósofas e pesquisadoras, bem como o fato do conjunto das atividades e dispositivos de cuidado envolverem relações desiguais e pessoas com graus variados de vulnerabilidade” 

( ZIRBEL E KUHEN, 2022, pg.182)

A consequência de um ambiente de convivências nocivas é o surgimento de doenças físicas, mentais e emocionais no ser humano.

“Trata-se de uma visão parcial sobre o lugar dos seres humanos, que definem as prerrogativas e privilégios de descuidar dos outros para si, em meio às diferentes formas de vida coabitantes no planeta, gerando uma realidade nociva à vida coletiva“ (ZIRBEL E KUHNEM,2022, pg.192). 

É um tipo de sistema autofágico que se deteriora por si próprio, drena não só a saúde dos seres humanos como também prejudica todo o meio ambiente, pelo impulso desenfreado do resultado a qualquer custo. 

Zirbel e Kuhen (2022, pg. 193) complementa:

A partir da realidade da lógica do capital e da dominação, em que a exploração da natureza é cada vez mais acentuada, a ética do cuidado apresenta um potencial para o reconhecimento das relações de interdependência dos seres humanos com as demais espécies e seres vivos que compartilham consigo a comunidade de vida na terra. Diferentes autoras ecofeministas têm analisado o potencial do cuidado para pensar as relações entre seres humanos e não humanos em meio a abordagens de ética animal e ambiental, afirmando que isso exige olhar para o contexto político no qual as relações hierárquicas e de dominação são prevalentes. 

A estrutura competitiva permeia todos os setores da sociedade. Segundo Vasconcelos et al (2008) no ambiente empresarial corporativo, o sofrimento no trabalho ainda é constante com muitos índices de estresse, fadiga crônica, burnout e DORT, por conta dos níveis de pressões psicológicas para alcançar resultados e ganhar vantagem competitiva empresarial. 

Nos ambientes acadêmicos há a presença de muitos casos de “fofocas”, ou seja, opiniões alheias das pessoas que espalham inverdades a respeito de outras, isto faz com que muitos indivíduos entrem em profunda depressão.

 ”Com as mudanças ocorridas na sociedade vigente, é importante olhar o atendimento às diferenças e às diversidades sociais e culturais dos alunos promovendo, nas escolas, práticas culturais propondo apaziguamento de conflitos, sendo referência até para reflexão e eliminação do bullying que são atitudes frequentes nas escolas” (DE OLIVEIRA E DE SOUZA LEITE, 2019, p. 8847). 

No setor jurídico, Martins (2020) cita que a competição tributária possui um caráter predatório nocivo para a harmonia entre os estados. 

“O grande problema do ambiente federativo competitivo é que os Estados não levam em consideração, quando decidem questões de política tributária, os custos e benefícios impostos sobre outros Estados” (MARTINS, 2020, p. 6). 

Segundo Ferreira (2019) o mercado se aproveita deste ambiente construído para obter suas vantagens. Ele utiliza de padrões de pensamentos com ancoramentos emocionais, também chamado de gatilhos mentais, dos seres humanos para explorar suas necessidades internas, oferecendo produtos e serviços que possam satisfazê-los, porém com intenções de mantê-los no padrão de consumismo. 

Entre os gatilhos mentais mais utilizados estão:

Especificidade, que especifica a função de um produto ou serviço em anúncios; 

Autoridade, que traz uma falsa sensação de segurança através do discurso de um líder ou figura de confiança, 

Prova social, onde através de referências e opiniões de outras pessoas se crie uma confiança e acerca de um estabelecimento ou pessoa;

Escassez, baseado no medo da perda, da falta e no apego; 

Urgência, que estabelece uma ligação com a escassez, onde um benefício só está disponível por um determinado período, promovendo ansiedade e estresse; 

Prova, comprovação de que algo é confiável, baseado em evidências e opiniões de confiança. 

Cada um destes gatilhos exploram uma necessidade específica do ser humano que Maslow (1987), em sua teoria de motivações, divide-as em cinco: 

Necessidade fisiológicas, envolvendo alimentação, hidratação e descanso;

Necessidades de segurança, abrangendo estabilidade financeira, proteção pessoal e familiar; 

Necessidades sociais, que envolve o sentimento de se sentir amado, acolhido e parte integrante da sociedade, permeando os relacionamentos interpessoais; 

Auto Estima, criação do sentimento de confiança em si e respeito do coletivo; 

Auto realização; o nível máximo das necessidades, onde tudo está equilibrado. 

  Fonte: Research History (2012) 

O sistema competitivo faz com os indivíduos solucionem essas necessidades através do conflito. O mal estar provocado por este contexto é tamanho que leva indivíduos a buscarem uma saída deste sofrimento psíquico através do uso de drogas, compulsão alimentar, apego em relacionamentos, defesa excessiva da personalidade e outros estados de desequilíbrio interior. 

”Essa crise se torna particularmente aguda nas sociedades onde há desigualdade social profunda, como no continente latino-americano, com a grande concentração de renda atual gerando problemas graves de natureza sanitária, sem mencionar o consumo de drogas como cocaína e crack, que tem crescido em proporção maior entre nós que nos países do Primeiro Mundo” (LUZ, 2005, p. 148). 

“A lógica do cuidado aplicada a humanos envolve muito mais do que manter um indivíduo vivo ou suprir suas necessidades físicas. Ela entrelaça-se com necessidades cognitivas e afetivas e com a complexa aquisição das habilidades necessárias para viver em sociedade” (ZIRBEL E KUHEN, 2022, p. 183) 

Stern e Guerriero (2021) afirmam que a estrutura da sociedade humana oprime a natureza interior das pessoas, através da imposição de padrões ilusórios, divisões de status quo e disputas.

Isto resulta no adoecimento do ser humano, tanto na parte física como mental e emocional, ocasionado também pela repressão da natureza biológica do indivíduo.Quando se reprime esse fluxo natural ocorre uma resposta exagerada da psique do ser humano, levando a comportamentos exagerados e agressivos que podem ser observados em grande escala na sociedade, com o aumento de violência na coletividade e outras disfunções sociais. 

1.2 AMBIENTE DE MUDANÇAS CONSTANTES NO ÂMBITO PROFISSIONAL 

Segundo Sampaio e Alves (2020) o ambiente do mundo corporativo sofreu várias mudanças ao longo do tempo, apresentando um cenário de inconstância, incerteza, contestável e de muita competição. 

“O mercado brasileiro tem se mostrado instável nas três últimas décadas, hora pelo crescimento do poder aquisitivo das classes mais baixas, hora pelo advento da tecnologia, possibilitando a abertura das fronteiras para a entrada de empresas multinacionais e de produtos importados com menor custo. Com isso, as organizações foram obrigadas a repensar suas estratégias e se adequar às novas exigências”(DA SILVA RUANO, 2015, p. 88) 

Este cenário de incertezas impacta na qualidade de vida e no comportamento dos colaboradores. O fato de haver uma falta de estabilidade no cenário externo coloca a saúde mental dos profissionais em risco, algo que é perigoso para a sociedade como um todo. 

Moreira e Rodrigues (2018, p. 238) cita que “alguns transtornos e doenças relacionados ao trabalho têm sido característicos do trabalho atual, marcado por novos modelos de gestão flexíveis, que solicitam mudanças e pressões constantes na atuação dos profissionais. 

A tensão resultante está muitas vezes associada a ambientes de trabalho marcados por violência psicológica e, em situações extremas, a assédio moral no trabalho”. 

O resultado disto é um aumento dos índices de absenteísmo no trabalho, ou seja, os colaboradores passam a ficar menos assíduos e comprometidos com a organização por esgotamento emocional e mental sofridos no ambiente. 

Dejours (1992) explica que o absenteísmo é uma forma de defesa pessoal contra o preconceito frente ao sofrimento e adoecimento mental. Sendo isto uma forma de fuga frente ao ambiente hostil apresentando no ambiente de trabalho. O indivíduo precisa se reequilibrar devido aos sentimentos de culpa, vergonha e intimidação que sofre na organização. 

2 PSIQUE HUMANA 

2.1 CONEXÃO COM O INTERIOR 

Aurora Rules,“Sinta” (2018) 

Só pensem bem em quais coisas importam mais

Pra não viver escravizado ao erro 

De me esconder 

De negar meu ser 

finge ser, e seus pés te levam pra longe do que é seu 

O foco constante no ambiente externo através das âncoras de preocupações e pressões faz com que o indivíduo se desconecte da sua própria natureza interior. 

Segundo Lima (2019) a desconexão começa quando o ser humano faz alterações de comportamentos a partir da inadaptação ao ambiente cultural, político ou social. 

“Não é apenas o lado da “sombra” de nossas personalidades que dissimulamos, desprezamos e reprimimos” ( JUNG, 2016, p. 62), muitos indivíduos têm medo expressar suas essências ou gostos pessoais, seu lado luz, por medo de preconceitos e retaliações externas. Isto cria uma desconexão consigo mesmo, resultando em casos clínicos de depressão e ansiedade. 

Jung (2002, p. 28) explica: 

A progressão enquanto processo contínuo de adaptação às condições do mundo ambiente assenta na necessidade vital de adaptação. A necessidade compele o indivíduo a se orientar inteiramente para as condições do mundo ambiente e a reprimir aquelas tendências e virtualidades que servem ao processo de individuação A regressão, ao invés, enquanto adaptação às condições do próprio mundo interior, assenta na necessidade vital de satisfazer as exigências da individuação. O homem não é uma máquina, no sentido de que poderia manter constantemente a mesma produção de trabalho; pelo contrário, só poderá corresponder plenamente às exigências da necessidade exterior de maneira ideal, se adaptar também a seu próprio mundo interior, ou seja: se entrar em harmonia consigo mesmo.

Renee (2017) explica que quando um indivíduo não consegue se conectar com seu núcleo interno, ele perde o senso de quem ele realmente é e o seu verdadeiro sua conexão com a vida, dando brechas para a construção de uma falsa personalidade a partir da identificação com a realidade externa. Através dos sistemas de crenças baseados no medo da solidão e não aceitação, a pessoa ofusca sua essência interna e obriga seu ser a construir um “falso eu”. 

Ford (2010. p. 12) complementa:

Para refrear a nossa autossabotagem, precisamos nos confrontar e estar dispostos a entender como a cisão primordial da nossa natureza autêntica nos levou a criar um eu fabricado – que eu chamo neste livro de falso eu. O nosso falso eu é o culpado por agirmos de maneiras inadequadas, destruirmos os nossos relacionamentos, sabotarmos os nossos sonhos e criarmos oportunidades para nos ferir 

Todos nós possuímos uma essência que reflete nossa individualidade única, e essa essência está unida a tudo. Tolle (2012) concorda com esta ideia ao afirmar que somos seres únicos e inseparáveis uns dos outros pois somos compostos de uma mesma energia. Renee (2023) complementa explicando que toda a substância material é feita de uma energia inteligente que faz parte de uma única fonte, esta que reside dentro de cada um de nós. 

Por isso é importante sempre praticar a interiorização, o amor próprio e também escutar a si mesmo. 

Volpi e Volpi (2015) explica que a conexão interna traz equilíbrio emocionale mental, viabiliza o convívio social a partir do estado interior harmônico e contribui para o respeito e aceitação de todos de forma incondicional. Quando o ser humano está alinhado consigo mesmo ele se permite fluir com o que o faz se sentir bem. 

O medo de repreensões e preconceitos desaparecem e o indivíduo passa a colaborar para a construção de uma sociedade mais saudável. Para Csikszentmihalyi (2020) quando um ser humano está afinado com seu núcleo interno, ele entra em um estado de envolvimento profundo com atividades que ama fazer, isto é conhecido como estado de “flow”, onde as ideias, pensamentos e movimentos vem de forma natural. 

Csikszentmihalyi (2020) específica que o estado de “flow”ou fluidez é um nível de consciência alcançado quando o ser está harmonizado consigo mesmo e a atividade meio se torna a própria recompensa dopaminérgica, e não o objetivo final. Isto ajuda a eliminar sintomas de ansiedade pois o momento presente da prática se torna mais prazeroso que o próprio resultado. 

Volpi e Volpi (2015) citam que é possível ver a expressão do ser através do corpoe isso se torna possível através de vibrações prazerosas, necessárias para estar alinhado consigo mesmo e com o mundo, concordando com a ideia de Weil e Tompakov (2017) que o corpo simboliza a união da arte da expressão e da análise psicológica. 

Quanto mais internalizado o indivíduo está, mais ele consegue trabalhar o autoconhecimento, desenvolver habilidades, capacidades e explorar todo seu potencial. 

Aurora Rules,” Som do movimento” (2023) 

A sua essência é o seu lugar 

Não se esqueça de sempre lembrar quem é

Vários irão tentar anular,sem conhecer de nada. 

Feche bem seus olhos pra se enxergar,

para além dos erros que te fez sangrar. 

O que é necessário para não se perder? 

Pagar o preço ou de se esconder? Deixe ecoar o som. 

2.2 FREQUÈNCIAS E PADRÕES VIBRATÓRIOS DO CAMPO MENTAL 

A realidade é composta de átomos que vibram em uma alta intensidade para formar a matéria. Eles podem estar tanto em um estado de condensação ou de dispersão, similar aos estados físicos da água: Sólido para estado mais denso e condensado; Líquido e Gasoso para dispersão destes átomos. Pontes (2019) explica que a luz fotônica, também composta de átomos, comporta-se de maneira dual como onda ou partícula. As ondas podem se comportar de forma mais livre, fazendo super imposições de interferência construtiva, para perpetuar sua propagação, ou negativa para cancelá-la. Já a partícula assume um estado mais sólido, sem tanta liberdadede fluxo, neste caso já começa a surgir um estado de densificação. 

Renee (2014) explica que nossa consciência, conjunto de pensamentos e sentimentos, interfere no padrão de movimentação deste átomos. Quanto mais denso é o padrão frequencial, emanado através dos sentimentos de ódio e inveja, por exemplo,mais se aglutina esses átomos, deixando-os em estado de estagnação. Quando se restringe a liberdade de movimentação destes átomos, gera um estado de tensão no campo eletromagnético que contribui para o surgimento de doenças e distúrbios psicoemocionais. Este estado de tensão gera a“couraça muscular” descrito por Reich (1957), onde o indivíduo tenta reprimir sua força orgônica/ substancial interna para se defender dos estímulos externos, criando processos de angústias e neuroses. 

Se nossos padrões de sentimentos e pensamentos forem mais leves, de amor e alegria por exemplo, menos densificada fica a realidade, se tornando algo mais sutil de se moldar e construir. É neste estado onde eventos positivos em nossas vidas passam a chegar até nós de forma mais fácil, pois os átomos têm maior liberdade de movimentação. A composição atômica neste caso passa a se comportar mais como ondas livres. 

Hawkings (2016) reafirma estas colocações ao falar que nossas emoções impactam nesses níveis vibratórios. Cada uma delas emitem frequências que interferem no campo magnético da realidade, podendo ser medidas em hertz, conforme explica a figura 1. 

Fonte: Acharya (2014)

Renee (2021) complementa explicando que cada nível frequencial de ondas, que oscilam na realidade exterior, são classificados como densidades ou dimensões. Nossas emoções e pensamentos são responsáveis por impactar em qual nível de realidade estamos vibrando, podendo ser terceira dimensão por exemplo, se for mais densificado, ou de quinta dimensão para cima onde a matéria passa a ficar mais sutil, onde o estado sólido dos aglomerados atômicos passar a ficar mais livres. 

Fonte: Ascension Glossary (2021)

Renee (2021) na figura 2 explica que o mundo exterior, detectado por nossos cinco sentidos, possui uma faixa de frequência entre terceira e quinta dimensão. Já o nosso domínio do mundo interior possui uma faixa frequencial de nona dimensão até a décima terceira, ou seja, é um nível mais elevado de consciência onde nossa verdadeira essência reside. 

O ambiente volátil e competitivo estimula as pessoas a ficarem vibrando em padrões baixos por conta dos sentimentos de insegurança e medo, desencadeadores dos outros demais padrões emocionais prejudiciais à saúde. Por isso é importante praticar a auto observação dos padrões de sentimentos internos para que se possa mudar a frequência e criar um outro de tipo realidade a partir de um nível mais sutil, onde a vida flui , as oportunidade aparecem com mais facilidade e as pessoas certas aparecem em momentos específicos simplesmente pelo realinhamento frequencial com vibrações de amor e bem estar. 

2.3 PSICOSSOMATIZAÇÃO 

Renee (2017) fala que a falta de conexão interior nos coloca em estado de medo constante, fazendo com que o indivíduos levantem muros psíquicos dentro de sua mente inconsciente que os separa de si mesmo e dos outros. Isto corrobora em traumas, cicatrizes e medos não devidamente tratados, responsáveis por baixar nosso padrão vibratório, proporcionando o aparecimento de sintomas patológicos no corpo físico. 

Gasparetto (2019) complementa explicando que estas desordens mentais e psíquicas contribuem para o fenômeno da psicossomatização no corpo, onde o estado emocional negativo do indivíduo provoca o aparecimento de doenças físicas. 

Samuels (1988, p.6) também explana sobre o processo de inadaptação e confusão mental: 

A falha na adaptação é uma definição da neurose. Às vezes, isso se expressa em termos de realidade externa; às vezes, em termos de realidade interna. Na análise os problemas externos podem ser trabalhados em primeiro lugar,liberando a pessoa de enfrentar logo questões interiores profundas e pressionantes. Jung apontava que a adaptação per se também sugeria um equilíbrio das necessidades tanto do mundo interno como do mundo externo, que podem fazer solicitações bastante diferentes a uma pessoa. 

Weil e Tompakow (2017) afirmam que o ser humano está fisiologicamente afinado para distinguir entre a harmonia e a desarmonia. A saúde é consequência do equilíbrio mental, emocional e espiritual, as doenças são como símbolos, uma forma do corpo falar que algo precisa ser calibrado. Dethlefsen e Dahlke (2003) explica que cada sintoma físico apresentado tem um significado interno, seja um sentimento, padrão de pensamento ou hábitos. 

“Segundo a visão holística, as doenças são criadas antes no mundo sutil: se manifestam nas várias camadas da aura a terminar com a última manifestação física que é o corpo humano (denso)” (CINCO PRINCÍPIOS DO REIKI, 2010). 

O indivíduo pode ser muitas vezes a causa de sua própria enfermidade, portanto, não se deve culpar fatores externos e fugir da responsabilidade de reconhecer e curar seu espaço interior. 

Gasparetto (2019) concorda com a mesma ideia ao dizer que os indivíduos preferem adotar uma postura de vítima ao invés de perceber que é seu próprio campo mental que cria as circunstâncias externas, pois a mente é capaz de captar, produzir, e direcionar energias que criam a realidade baseada no nosso estado interno.

Gasparetto (2019) continua, afirmando que a pessoa é o próprio agente catalisador responsável por criar a realidade, portanto ela tem um maior peso de responsabilidade neste processo. 

Renee (2019) concorda com essa afirmação citando que a realidade é baseada na lei de causa e efeito, onde toda energia gerada através de pensamentos, emoções e comportamentos colocam em movimento um ciclo de energia que retorna sempre à quem a gerou, tendo consciência disto nos ajuda a nos libertar do arquétipo de vítima. 

Csikszentmihalyi (2020) explica que a pessoa se torna capaz de controlar seu estado interior e torna-se dona do próprio destino quando assume as responsabilidades e compreende que o ambiente externo é um reflexo dela mesma. 

2.4 A DUALIDADE E A UNIÃO DAS POLARIDADES INTERNAS

A realidade é baseada em conceitos duais, onde uma parte não pode existir sem a outra e ambas juntas formam uma unidade. Podemos perceber isso ao notar alguns elementos como quente e frio, dia e noite, masculino e feminino, claro e escuro, luz e sombra, positivo e negativo e etc. 

Renee (2019) reafirma esta ideia ao explicar que a estrutura universal é regida pela lei da polaridade, onde tudo é baseado em pares de opostos que partem de uma única energia. Jung (2020) explica que alma humana possui inúmeras formas de expressão, como se de fato um universo inteiro estivesse dentro do indivíduo, e nele estão ambas polaridades. “O princípio último da unidade não dual é, para o confucionismo, o Tai Gi (a grande viga mestra, o grande pólo). 

A expressão pólo aparece também ocasionalmente em nosso texto, e se identifica com o Tao. A partir do Tao, isto é, do Tai Gi, surgem os princípios da realidade, o pólo luminoso (yang) e o pólo obscuro ou sombrio (yin). Os círculos estudiosos europeus pensaram primeiramente em relações sexuais. No entanto, os sinais se referem a fenômenos da natureza. Yiné sombra, portanto o lado norte de uma montanha e o lado sul de um rio” ( JUNG, 2017, p. 81) 

Qualls-Corbett (1990, p. 105) complementa: 

O Tao significa completa harmonia entre céu e terra, entre espírito e matéria, entre masculino e feminino. Este conceito é visualizado simbolicamente através do bem conhecido desenho do yin-yang: contidos no círculo da integridade estão o lado preto com um ponto branco e o lado branco comum pontopreto. Cada parte contém um elemento do outro; os dois juntos formam o todo. Para que a união se dê,devem existir dois opostos distintos. 

Ambos os lados da polaridade fazem parte do psíquico humano e eles devem trabalhar juntos para promover o sentimento de completude e bem estar. Ao olhar apenas para um dos lados da moeda” e negar o outro, possivelmente pode trazer problemas emocionais e desordens na psique, isto se deve ao fato do indivíduo estar negando uma parte de si mesmo, ficando estagnado num estado de rejeição interna. 


Fonte: Ascension Glossary (2021) 

Renee (2021) explica na figura 3 que quando negamos nossas polaridades internas entramos no processo separação de nós mesmos, fragmentação das partes internas que deveriam estar conectadas, isto implica em sentimentos negativos, somatização de doenças e sofrimento. Quanto mais trabalharmos a união de nossas polaridades internas e sentirmos completude, unidade com tudo iremos conseguir subir nosso padrão vibratório e viver de forma saudável e mais leve. 

2.5 MASCULINO E FEMININO 

Um exemplo que podemos apresentar sobre as polaridades é o lado masculino e feminino interno do ser humano. Jung (2020) as nomeia de Anima e Animus onde Anima seria a mulher que habita dentro do homem e Animus o rapaz que habita dentro da mulher. 

Samuel (1988, p. 14) explica: 

A figura interior de mulher contida num homem e a figura de homem atuando na psique de uma mulher. Embora desiguais nos modos como se manifestam, anima e animus têm certas características em comum. Ambos são imagens psíquicas. Cada qual é uma configuração que emana de uma estrutura arquetípica básica. Como as formas fundamentais que subjazem aos aspectos “femininos” do homem e aos aspectos “masculinos” da mulher, são considerados como opostos. 

Fonte: Instituto Freedom (2016) 

Sanford (1986) em seu livro Parceiros Invisíveis explica que a alma de cada um já é completa e através do autoconhecimento é possível descobrir que nela está contida ambos a anima e animus internos. Dethlefsen e Dahlke (2003) explica que o ego humano anseia em sempre buscar algo fora de si mesmo, isto inclui suas próprias polaridades femininas e masculinas. 

Quando não se tem um relacionamento saudável com seus príncipes e princesas internos, ou seja, consigo mesmo, será difícil criar bons vínculos com outras pessoas no ambiente externo. O ser humano deve compreender que sua essência interna já é completa, por isso ela não sente esse vazio existencial que o ego tenta preencher. 

Através do amor próprio passamos a cultivar um romance genuíno com nossa esposa ou marido interior e tudo passa a ser harmonia em todas as áreas da vida. Sanford (1986) cita a frase de um índio americano em que ele explica que dentro de um homem existe o reflexo de uma mulher e dentro da mulher existe o reflexo de um homem. 

Renee (2019) concorda com essa colocação ao explicar que no universo tudo é masculino efeminino. Para se cultivar bons relacionamentos externos se deve antes ter um bom relacionamento consigo mesmo. 

Qualls-Corbett (1990, p. 104) sustenta estas ideias ao citar que: 

Sem a presença do feminino, o princípio masculino fica ferido e a qualidade da vida se deteriora. O feminino não pode ser reconhecido (descoberto, como o representado na Opera). Consequentemente, a fonte de renovação de vida torna-se inviável. Só através dos esforços de um “bobo autêntico”, alguém que não se encontra ligado às racionalizações coletivas do ego, alguém que pode servir a um poder maiorqueo do ego, é que os dois princípios se reúnem e a cura se verifica.

Tse (2011) explica que o Masculino e o Feminino representam respectivamente os pólos Yang e Yin. O Yang representa a força da ação, a iniciativa e outras características de predominância masculina, já o Yin representa a receptividade e a passividade, características femininas. 

O indivíduo deve reconhecer em si a manifestação destas duas polaridades e harmonizar a relação entre elas, desta forma ela consegue alcançar um nível de harmonia e plenitude onde não se há mais a urgência de se procurar algo fora de si mesmo, onde não há mais receios, ciúmes, apegos proporcionados pela necessidade da experiência no mundo exterior ilusório. 

Como ambos só são atuantes no domínio do fenômeno e têm sua origem comum no Uno sem dualidade, onde yang aparece como princípio ativo condicionante e yin, como princípio passivo derivado e condicionado, é bem claro que esses pensamentos não se baseiam num dualismo metafísico (JUNG, 2016, p. 81). 

Jung (2016) também descreve a simbologia da masculino e feminino através do céu e da terra, onde a união deste dois formam a unidade de onde derivam todas a infinitas expressões de tudo o que se vê no mundo exterior. 

Skank, “Dois Rios” (2003) 

O céu está no chão 

O céu não cai do alto,é o claro, é a escuridão 

O céu que toca o chão 

E o céu que vai no alto, dois lados deram as mãos 

Como eu fiz também 

Só pra poder conhecer

 O que a voz da vida vem dizer 

Que os braços sentem 

E os olhos veem 

Que os lábios sejam 

Dois Rios inteiros 

Sem direção 

Sanford (1986) explica que quando um homem está em estado emocional negativo, a anima interna dele tenta trazê-lo de volta para um estado de felicidade e equilíbrio através da energia sexual e da libido. 

Como a figura feminina é responsável por gerar a vida e masculina por semeá-la, a anima interna tenta,através da vontade sexual, fazer com que o homem retome com sua capacidade de iniciativa e ação para semear uma vida feliz e alegre. 

O impulso sexual é o primeiro ato de ação e reconexão com sua fêmea interna para criar um sentimento de completude, fazendo-o recuperar sua autoestima e amor próprio. O mesmo acontece com as mulheres, o Animus como figura masculina tenta semear nelas a força, virilidade e auto afirmação para equilibrar a polaridade feminina do cuidado, carinho e passividade, fazendo com que elas se tornem mulheres fortes, responsáveis e autônomas. 

Qualls-Corbett (1990, p. 105) complementa: 

Na segunda metade da vida, o processo psíquico é predisposto no sentido de reunir os opostos, e apenas agora, em nível de consciência onde o princípio feminino de Eros e o masculino de Logos funcionam congruentemente. Alquimistas do tempo da Era Obscura descrevem esse processo na imagem poética do Sol e da Lua, como ouro e prata sendo derretidos numa unidade purificada de toda oposição e, por conseguinte, incorruptível. Esse matrimônio sagrado, porém, só pode ocorrer depois de ter havido diferenciação do princípiomasculino e do feminino. 

Gonçalves e De Oliveira Lopes (2018) explica que quando se há união e harmonização dos pólos Masculino e Feminino ocorre o que algumas correntes denominam de Hiero Gamos, um rito de celebração do matrimônio sagrado da fractalidade feminina e masculina, garantindo assim o bem estar no reino interior do núcleo divino que existe dentro de cada ser humano.

Renee (2022) explica que o Hiero Gamos é o matrimônio sagrado entre estas energias internas, onde nosso corpo de luz arco íris retorna ao seu estado de unidade original, fundido com a nossa divindade interna, onde somos um com a fonte de que tudo é. 

Qualls-Corbett (1990) explica que no Hieros Gamos, a sexualidade e espiritualidade são complementares. A parte sexual ainda é tratada com bastante tabu na sociedade, com muitas ideias deturpadas e distorcidas. Quanto mais preconceitos, ideias negativas se disseminam a respeito do sexo mais se atormenta a psique do ser humano, trazendo problemas psicológicos e fisiológicos. O sexo deve ser encarado como algo natural para que se possa desenvolver uma relação saudavel com nosss feminino e masculino interno. 

Qualls-Corbett (1990, p. 101) complementa explicando que: 

Esse ritual religioso, como muitos outros, baseava-se numa necessidade psicológica. Uma dimensão espiritual essencial da vida era projetada para fora e concretizada na representação da união sagrada. Dois elementos, masculino e feminino, uniam-se na presença de um terceiro, o divino. A necessidade psicológica simbolizada pelo matrimônio sagrado é o movimento da psique em direção à totalidade. O equivalente moderno mais próximo é o sacramento do santo matrimônio. Psicologicamente, o matrimônio sagrado simboliza a união dos opostos. É a aproximação, em igualdade de status, do princípio masculino e do feminino, a conjugação da consciência e da inconsciência, do espírito e da matéria. É processo místico através doqual elementos desconectados reúnem-se para formar um todo 

Este estado de união, plenitude e completude é o que Samuel (1988) denomina de Individuação.” Quanto mais uma pessoa se torna ela própria, isto é, quanto mais se submete à individuação, mais distintamente irá variar sua conduta em relação a normas, padrões, preceitos, costumes e valores coletivos. Muito embora compartilhe do coletivo como um membro da sociedade e de uma cultura em particular, ela representa uma combinação única dos potenciais existentes no coletivo como um todo” (SAMUEL, 1988, p. 21) 

2.6 O LADO SOMBRA DA PERSONALIDADE 

Aurora Rules,“Sinta” (2018) 

A parte que vai transformar feridas em sombras 

É a mesma que ensina a criar com as mãos o que esperamos ganhar 

Não Veja limites em se questionar 

Costa (2021) descreve a sombra como o lado negativo das pessoas, as qualidades desagradáveis que o indivíduo deseja esconder, sua parte obscura. O calcanhar de aquiles da psique humana, o que é muitas vezes chamado de nosso lado sombrio, é a origem de todos os atos de autossabotagem (FORD, 2010, p. 19). 

A sombra é um estado de desequilíbrio em alguma parte da psique devido a uma necessidade não suprida, resultando em comportamentos destrutivos e auto sabotadores. O ser humano ao se deparar com esta parte de si passa a tentar negá-la por conta de seus conceitos de certo e errado, rotulando alguns aspectos “sombrios”, isto provoca um conflito interno profundo e um estado de entropia psíquica. 

Jung (2016) define o lado sombra como algo que não se aceitar ser, colocando o ser humano em estado de negação de algo que precisa ser clareado e curando através de métodos corretos. 

Quanto mais se tenta negar o lado sombra, mais sofrimento psíquico é acumulado, portanto, não é uma boa estratégia. Ford (2010) explica que todos nossos comportamentos, necessidades e sentimentos que são negados por julgá-los inaceitáveis e errados, acabam inevitavelmente vindo à tona. “A vergonha e a negação alimentam o nosso lado sombrio por uma única razão. Se aceitássemos as nossas fraquezas, falhas e fracassos como uma parte natural da nossa humanidade, seríamos capazes de pedir ajuda quando fôssemos confrontados com um impulso com o qual não soubéssemos lidar” ( FORD, 2010, p. 19). 

Todo mundo carrega uma sombra e quanto menos ela está incorporada na vida consciente do indivíduo, mais negra e densa ela é. Se uma inferioridade é consciente, sempre se tem uma oportunidade de corrigi-la. Além do mais, ela está constantemente em contato com outros interesses, de modo que está continuamente sujeita a modificações. Porém, se é reprimida e isolada da consciência, jamais é corrigida, e pode irromper subitamente em um momento de inconsciência. De qualquer modo, forma um obstáculo inconsciente, impedindo nossos mais bem intencionados propósitos ( CW 11, parág. 131 apud COSTA, 2021 ) 

O primeiro passo para curar nossa sombra é eliminar certos juízos do que é bom ou ruim, simplesmente assumir uma atitude neutra frente às certas tendências e tentar compreender o porquê dela estar ali. 

É um processo de acolhimento de si mesmo, todo tipo de impulso, independente de sua natureza, tem uma razão de estar ali, portanto deve-se fazer um trabalho de análise interna para compreender a raiz de sua necessidade de expressão e o porquê das tentativas de repressão das mesmas. 

3 AS TERAPIAS HOLÍSTICAS E O PROCESSO DE CURA 

Uma das alternativas para auxiliar no equilíbrio do campo mental, emocional e físico do ser humano são as terapias holísticas. Estas práticas terapêuticas tiveram seu início, segundo Souza e Luz (2009), no ínicio dos anos 60, onde ocorria um movimento contracultural de jovens que buscavam novas formas de desenvolver processos de cura, baseando-se principalmente nas filosofias orientais, artes e espiritualidade.

 “O surgimento e desenvolvimento das terapias alternativas integraram o movimento contracultural iniciado na década de 1960. As transformações sociais da época inauguraram, no campo da saúde do mundo ocidental, um período de convivência de diversas culturas de saúde” (SOUZA e LUZ, 2009, p. 393). 

Luz (2005, p. 153) explica: 

O surgimento de novos modelos em cura e saúde a partir da segunda metade do século XX, sobretudo com o movimento social urbano denominado contracultura, desencadeado nos anos 60 e prolongado durante os anos 70 nos EUA e na Europa, incluiu a importação de modelos e sistemas terapêuticos distintos daqueles da nossa racionalidade médica, e mesmo opostos a ela, numa atitude, do ponto de vista deste trabalho, de rejeição cultural ao modelo estabelecido, em função das razões já apontadas. 

Tavares (2010) explica que o fenômeno da contracultura tornou viável a popularização do movimento social e espiritual rotulado de “Nova Era”, onde práticas xamânicas indígenas americanas, medicinais orientais e espiritualistas passaram a ser utilizadas pelos indivíduos. 

“Estas práticas alternativas tiveram seu maior crescimento no início dos anos 90. “ Nova Era” é tida, atualmente, como um recurso cultural e prático, abarcando indivíduos provenientes, em sua grande maioria, da classe média urbana, com alto grau de educação formal. A partir dos anos 1980 e 1990 há efetivamente a difusão dos temas alternativos à sociedade ocidental moderna” (TAVARES, 2010, p. 186). 

Um dos pontos positivos acerca destas novas terapias é a visão holística e integrada do ser humano. Nessa visão todas as formas de vida são vistas como parte um todo, onde todos trabalhando harmoniosamente contribuem para o equilíbrio individual e coletivo. 

Esta linha filosófica holística apresenta aspectos interessantes como a ideia de que não faltará recursos para aqueles que seguem seu “propósito” e “missão”. Quando se trabalha para o equilíbrio do corpo energético do todo, a fonte interior de cada um provê sempre o necessário para que o indivíduo realize sua função neste corpo. Da mesma forma que não faltam recursos orgânicos e bioquímicos para cada órgão de nossos corpos para nos manter vivos, o corpo do universo prove para todos os seres vivos os recursos para todos exercerem suas funções, promovendo a expansão da fonte universal com um todo. 

Através do autoconhecimento proporcionado pelas novas práticas terapêuticas, nossos propósitos de vida são descobertos pela conexão com nós mesmos. Quando entramos em contato com nossos sentimentos de entusiasmo e empolgação ao exercer uma profissão ou atividade social, nossa verdadeira função neste grande corpo do todo é descoberta. Ao sentirmos alegria e prazer com determinada atividade, são emanadas vibrações de frequência alta, isto faz com que o produto final daquela atividade tende a trazer saúde e equilíbrio tanto para quem exerce função quanto para quem recebe os benefícios desta, trazendo equilíbrio e harmonia pessoal e coletivo, mantendo um estado perfeito de plenitude para o todo no geral, um sistema perfeito. 

O mal estar acontece quando nos afastamos de nossas essências e de nossas verdadeiras “missões” no corpo do todo. Quando se tem uma fuga de nossa estrutura interna, acaba resultando em distúrbios, desequilíbrios e doenças, como já dito antes neste artigo, e consequentemente desequilibrando o coletivo, as pessoas do entorno e o ambiente social em geral.

“O adoecimento é gerado pela desarmonia entre esses elementos fundamentais da vida, e restaurar a saúde, através da intervenção de xamãs, ou brujos, ou outros agentes de cura, é restabelecer a harmonia entre esses termos nos sujeitos, sempre vistos como um todo sócio espiritual inserido na natureza” (LUZ, 2005, p. 155). 

O papel destas terapias holísticas é restabelecer o contato do ser humano com ele mesmo, equilibrar seu campo interior para alinhá-lo com sua essência. Desta forma ele irá conseguir encontrar seu caminho nos campos profissionais e sociais pois ele terá sua fonte interna como principal guia. 

Curando a si mesmo ele poderá ajudar o coletivo e assim por diante, sua saúde física, mental e emocional será melhor administrada através do seu próprio estado de harmonia consigo mesmo. 

“Dessa forma, como a visão holística se encaixa muito bem com uma visão espiritualista, pode-se inferir que, ao atender a um “chamado espiritual” de cuidar dos seus próximos, esses terapeutas recorreram ao que mais se aproxima das suas visões espiritualistas de mundo e que embasa práticas terapêuticas – a visão holística – para poder cumprir a sua “missão espiritual” (MARTYNETZ E SERBENA, 2012, p. 90). 

Martynetz e Serbena (2012) relatam que, em suas pesquisas com alguns psicólogos que trabalham também com terapia holística, percebeu-se uma procura por esse lado espiritual destes profissionais desde jovens, como se eles tivessem uma “missão” ou chamado de exercer um propósito específico. 

Martynetz e Serbena (2012, p. 90) complementa: 

Além disso, seguindo essa inferência, pode-se interpretar que também houve a busca dos participantes pela psicologia devido ao seu reconhecimento social como ciência através da qual se cuida e ajuda os outros seres humanos, trazendo assim tanto aprovação social quanto conhecimentos teóricos fortemente embasados para que a “missão” de ajudar aos seus próximos possa ser concretizada. Assim, não apenas a psicologia, mas também a terapiaholística se torna um meiopara que esses terapeutas possam atender aos seus “chamados espirituais” e cumprir suas “missões” 

Dentre algumas alternativas de terapias holísticas tem as “acupunturistas, terapeutas florais, psicanalistas, fitoterapeutas, terapeutas em estética, cromoterapeutas, terapeutas corporais, quiropraxistas, terapeutas ortomoleculares, radiestesistas, reikianos, etc.” (VIEIRA FILHO, 2004, p. 3). 

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Sobre o Autor: Gabriel Costa Guarizo

Gabriel Costa Guarizo
Pós-graduado em Gestão de Pessoas pelo Centro de Ensino Unificado de Brasília ( Brasília/ Brasil)
Email: gab.guarizo@gmail.com

Henrique Vieira Filho Administrator

Henrique Vieira Filho é artista visual, agente cultural (SNIIC: AG-207516), produtor cultural no Ponto de Cultura “Sociedade Das Artes” (SNIIC: SP-21915), diretor de arte, produtor audiovisual (ANCINE: 49361), escritor, jornalista (MTB 080467/SP), educador físico (CREF 040237-P/SP) e terapeuta holístico (CRT 21001).

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https://orcid.org/0000-0002-6719-2559

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Sobre o Autor

Henrique Vieira Filho

Henrique Vieira Filho é artista plástico, escritor, jornalista e terapeuta holístico. Nas artes, é autodidata e seu estilo poderia ser classificado como surrealismo figurativo. Por mais de 25 anos, esteve à frente da organização da <strong>Terapia Holística</strong> no Brasil, sendo presença constante nos meios de comunicação. Elaborou as normas técnicas e éticas da profissão, além de ser autor de dezenas de livros e centenas de artigos, que são adotados como referência em vários países.
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